história

Apple Pippin

Você sabia que a Apple já fez um vídeo-game?

Pois é. Lá nos idos de 1995. Nem precisa dizer que foi um fiasco, né? Ninguém lembra dele.
Era um computador de primeira! PowerPC 66 MHz, 5 MB de memória compartilhada, CD-ROm 4x, expansão de memória. Lembre-se que era a época do 486 DX2 66 MHz, com no máximo 4 MB de RAM.
A idéia por trás do Apple Bandai Pippin era um computador capaz de rodar jogos multimídia em CD’s e também que pudesse ser usado para navegação web. Parece familiar?
Ele possuia um modem de 14400 bit/s, que além da navegação permitia jogar online. Familiar?
Pois é. Apple sempre inovando. Na época os concorrentes eram o Sega Saturn, Nintendo 64 e PlayStation. Foram vendidos apenas 42.000 unidades do Pippin. Fiasco.
Custava US$ 599. Barato para um PC, mas extremamente caro para um console.
O Pippin veio ao mundo numa parceria entre a Apple que licenciou a tecnologia, e a Bandai que produziu. Mais tarde a Katz MEdia tentou lançar o Pippin como um PC para a web, chamado de KMP 2000. Menos de 5.000 unidades foram vendidos. Outro fiasco.
Isso me lembra o caso do FAX. A tecnologia foi inventada nos anos 20. Mas foi preciso as necessidades surgidas nos anos 80 para que fosse adotado.
Não basta inovar. É preciso ter a necessidade de uso. Sejam elas reais ou “criadas”, como ela fez com o iPad, criando toda uma necessiades que não sabíamos que existia.
A Apple é uma empresa de sucesso, mas acumulou diversos erros. Faz parte do processo. O diferencial é ter a capacidade de aprender com esses erros.

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Gustavo Faria

de um tempo em que a UFRJ formava não cientistas da computação, mas bacharéis em informática e acompanhe as Dicas do Coca.
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