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Bluetooth, NFC e a Apple – I

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Para todos os assuntos existem grupos que abraçam tal coisa como uma religião, apegando-se aos seus bastiões como armas uns contra os outros. Todos os pontos de diferenças são lançados como vantagem, tentando abater o inimigo rapidamente.

Lembro da disputa entre Sega e Nintendo e como isso fomentava longas discussões entre eu e meus amigos. Bons tempos!

A competição comercial instiga ainda mais essa disputa, fazendo com que seus soldados ganhem munições provindas de recursos avançados da propaganda e mídia em geral. E isso não poderia ser diferente com o NFC e o Bluetooth, ligados diretamente a batalha que está sendo travada hoje em diferentes plataformas móveis, principalmente Android e iOS, correlacionadas diretamente a Samsung e Apple.

De um lado temos a Samsung com o NFC e do outro a Apple que não tem NFC, mas tem o Bluetooth. A Samsung alega que tal recurso, o NFC, seja crucial para um produto de ponta, colocando em seus comerciais duas pessoas trocando uma foto uma de cada lado de um vidro, apenas encostando os dois celulares na mesma direção. A Apple aparentemente pouco se importa, mantendo seu avanço utilizando os recursos das especificações do Bluetooth LE. Mas existem alguns fatores de diferenças específicas e cruciais de cada tecnologia que devem ser compreendido para sabermos o que de fato é uma vantagem e o que é falácia.

Com o último build beta lançado pela a Apple para os desenvolvedores, tivemos um recurso muito interessante: o recurso de encostar o iPhone com iOS 7 no Apple TV 5.4 beta para configurar automaticamente alguns dados armazenados no iPhone, tais como Apple ID e rede wi-fi. Simplesmente encostando o iPhone na Apple TV, o Set-Top Box da Apple já começa a funcionar e captar dados de seu ID no iTunes.

Para quem usa o controle remoto da Apple TV sabe que isso tem um extremo valor. E mesmo se fosse um teclado, o nível de facilidade chega ao absurdo. Portanto, de qualquer forma é muito válido.

Mas o que gerou muito comentário e se tornou o ponto mais interessante não é sua praticidade e funcionalidade, mas sim o fato do iPhone estar utilizando um comportamento, a interação por proximidade, natural de uma tecnologia que ele não tem, o NFC.

Mas como a Apple consegue fazer isso? Ela colocou secretamente o NFC no iPhone? Ela fez uma gambiarra para conseguir utilizar esse recurso? De fato, essa é uma característica apenas no NFC? Eles se agregam ou se contrapõem? Tendo uma, há a possibilidade de ficar sem a outra? Uma dessa cumpre todos, ou se assemelha, aos quesitos da outra? Vamos entender as duas tecnologias para conseguirmos responder essas perguntas.

Nos próximos artigos entenderemos um pouco dessas tecnologias e verificaremos as respostas para tais perguntas.

Até mais!

Parte II

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