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Disco SSD, vale a pena?

Sim. Fato.

Os HD’s são mecânicos. Um braço, similar ao de uma vitrola, se desloca em cima de um plataforma circular lendo ou gravando os dados magneticamente. Nos SSD – Solid State Drive – é tudo eletrônico. Eles são silenciosos, esquentam menos e consomem menos energia. E o mais importante. São muito mais rápidos, já que o dado é acessado diretamente, sem nenhum deslocamento mecânico como no HD’s convencionais.

É difícil estabelecer números definitivos por que existem diversos modelos de ambos os tipos com performances variadas. Existe acesso randômico e sequencial. Mas para dar uma idéia o boot das máquinas acontecem na metade do tempo quando usado um SSD.

O gargalo da computação atualmente é o disco. O SSD é a solução.

Discos SSD’s não sofrem com a fragmentação. Já que o tempo de acesso é indiferente.

O SSD pode ser feito com memória RAM, memória flash, como nos cartões de memória das câmeras, ou com semicondutor. O que está disponível no mercado é o flash.

Só existe 2 poréns. Um o preço e outro a vida útil.Os SSD’s são de 5 a 10 vezes mais caros. E ainda possuem um número de escritas limitado. Atualmente esse limite é de cerca de 100.000 escritas.

Numa conta rápida. Vamos tomar um SSD de 100 GB como exemplo. 100.000 x 100 GB = 10.000.000 GB. Eu teria 10.000.000 GB para escrever. Parece muito? Isso depende do seu uso.

Os maiores inimigos do SSD’s são lidar com arquivos grandes, swap de memória RAM e gravação contínua como na compilação de programas. Um usuário hard deve ter como vida útil algo como 1 ou 2 anos. Um usuário mediano cerca de 5 anos. Já SSD em servidores de arquivos falharem em 3 meses.

A dica é:

  • estimar o seu uso de gravação diário
  • ter bastante memória RAM para evitar o swap
  • fazer backup contínuo

Uma abordagem interessante é colocar o sistema operacional em um SSD, eventualmente até os arquivos de trabalho, e num disco convencional os demais dados. Ninguém precisa assistir uma série , ou converter um vídeo, em SSD. HD’s tradicionais dão conta.

Direcione para o SSD apenas o que “engarrafa o CPU”. Em uma tarefa contínua. O uso do CPU deve ser 100%. Se a CPU não bate 100% é porque ela está esperando alguma resposta, seja do disco, da memória, do vídeo ou qualquer outro dispositivo. Geralmente a CPU está esperando uma resposta do disco. Ele é o elemento mais lento da equação.

Creio que o ideal é considerar o SSD como uma espécie de “rascunho”. Ele agiliza as tarefas. Mas não pode ser confiável. Tenha sempre backup e uma reserva financeira para adquirir um novo quando houver a falha.

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Gustavo Faria

de um tempo em que a UFRJ formava não cientistas da computação, mas bacharéis em informática e acompanhe as Dicas do Coca.
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