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Tablet vs. Notebook

Tablet é uma facilidade. Tablet é uma motocicleta. Ágil, econômica, mais barata que um automóvel. E tem os seus poréns. Pilotar na chuva, ir no supermercado, passear com a família são alguns desconfortos que posso citar.

Muito dificilmente um tablet atenderá todas as suas necessidades. Como entregar um trabalho num cd ou pen drive? Efetuar uma pesquisa? Talvez seja hábito, eu gosto de ter várias abas no Safari, diversos aplicativos e ir montando a pesquisa.

Agora quando eu preciso estar focado. O tablet é campeão. Ler feeds, tuites, emails. A tela cheia do dispositivo toda dedicada à tarefa ajuda enormemente. Infinitamente melhor que um computador convencional. Se eu estiver no MacBook Pro e quiser ler RSS, eu pego meu iPad. Conheço quem, mesmo num computador, prefere navegar no iPad. Esse ainda não é o meu caso. Tablet é necessário? Não. O computador é necessário.

Tablets não são dispositivos naturais à multi-tarefa. Ele é uma extensão do computador. Ainda com a proposta PC Free da Apple, dando liberdade para o iPad, o vejo ligado à computação tradicional.

Só vale a pena ter um tablet, após a aquisição de um computador. Ou se você está no início da vida, literalmente. Uma criança não tem tantos compromissos que obriguem um computador. Eles podem, digamos, se alfabetizar computacionalmente em iPads. E mais tarde, lá perto a adolescência passar apra um computador. Sei que um tablet é mais caro que um notebook de entrada. Sou empolgado com essa tecnologia. A tecnologia multi-touch não é modismo, veio para ficar. Acho que vale a pena investir no futuro da criança dessa forma.

Com o devido lirismo, pela primeira vez na história estamos tocando na web, num email, nos aplicativos. Estamos interagindo com os jogos de formas inovadoras. Isso veio para ficar.

Ainda é cedo para largar definitivamente a computação convencional. Embora seja totalmente possível.

Se você está pensando em dar um upgrade no seu computador, seja ele um desktop ou notebook, considere adquirir um tablet. É uma extensão, válida.

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Gustavo Faria

de um tempo em que a UFRJ formava não cientistas da computação, mas bacharéis em informática e acompanhe as Dicas do Coca.
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