opinião

O que esperar de 2013? O Ano do Conteúdo?

A Apple ainda está na onda do iPhone/Tela Touch. Em 2007, lançou o “primeiro” dispositivo com tela touch.

Dois anos e meio depois, criou outro produto, o iPad, ainda explorando o mesmo conceito. Foi um sucesso, definiu um novo mercado. Mas tecnologicamente era um “iPhone”.

Outros dois anos e meio, e temos o iPad mini. Precisa dizer mais?

Não esperem um novo produto revolucionário Apple em 2013. Nem um novo iOS ou OS X. Exploro esse conceito no artigo sobre Arquétipos.

Claro que é mais fácil conectar os pontos de trás para frente. Talvez a única forma possível, já concordou Steve Jobs.

No mundo da tecnologia as coisas precisa ser mais “rápidas”, mais “seguras” e “menores”. O iPad 3, ex-novo iPad, não era “menor”, ao contrário era mais pesado. O que, hoje, faz todo sentido, já que temos o iPad mini.

O mesmo raciocínio pode ser expandido para o “iWatch”. Porque o iPos nano não ficou “menor”?

Talvez esse seja um produto em 2013. Junto com o Apple TV/iTV caso consiga fechar os acordos para distribuição de conteúdo digital.

O calendário deve ser mantido. iOS e OS X sendo anuncioados no meio do ano. iPhone, iPad mini e iPod’s no final do ano. Os mac também devem ser atualizados. Novos MacBooks devem aparecer até o meio do ano.

O grande mistério é o iPad. Duas ou uma atualizações em 2013?

Creio que o iPad 5 chega até o meio do ano. Se for em março, acredito num update no final do ano. Sendo no meio do ano, palpito que seguirá os upadates a cada 9 meses, em média, já adotados nos MacBooks. Afinal os tablets são alternativas aos notebooks.

Se 2012 foi o ano da tela retina além do ano em que tudo ficou igual. Teremos maior adoção da Tela Retina, embora acredite que o iPad mini seja um dos últimos, ficando apenas para 2014.

Tenho motivos para acreditar que 2013 será o ano do conteúdo. O mercado tem os seus ciclos. Apple já foi cool, e superestimada, e hoje enfrenta problemas.

Inovação hoje é cool, e supoerestimada. Uma hora esse bastião vai cair. E 2013 é o ano. Vamos perceber que inovação ter que resolver problemas reais e não resolver problemas que não existiam. Parece estranho mas é muito mais comum do que se imagina ouvir dos responsáveis pelas startups que o problema que iniciativa resolve é que antes não ela existia.

Vamos querer conteúdo. As distribuidoras ainda estão relutantes em fechar os acordos, mas uma hora irá acontecer. É inevitável.

A competitividade será tão grande como foi em 2013, e cada empresa defenderá com unhas e dentes seus mercados e tecnologias.

Qual o seu palpite para 2013?

Gustavo Faria

de um tempo em que a UFRJ formava não cientistas da computação, mas bacharéis em informática e acompanhe as Dicas do Coca.
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