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Updates pagos?

O modelo tradicional de software é o licenciamento. Compra-se a versão, digamos 1.0, recebe-se todas as atualizações da versão gratuitamente. Até que a 2.0 ser lançada, esse update é pago. Geralmente com um desconto, um incentivo.

Depois criou-se o SaS(Software as Service). No software como serviço, ao invés de pagar pelas versões e obter o direito de uso, paga-se o uso. Comprar um carro, por exemplo, é licenciamento. Se quiser um modelo novo, pague. Poder andar com o carro, gasolina, IPVA, etc, é serviço.

E aí vem a apple e derruba tudo.

Talvez inspirado pelo modelo musical. Inventou um esquema onde você paga uma mixaria. Em média USD1 ou USD2, quando se paga.

Muitos duvidaram desse modelo. Quem desenvolveria aplicativos como uma ninharia? E o modelo se provou um sucesso. Nasceu uma verdadeira indústria. E o melhor, permitindo um desenvolvedor independente ter acesso à loja sem grande requisitos. Apenas USD100. A logística da entrega, impressão de mídia, propaganda,… Tudo que envolve uma “loja” fica por conta da Apple.

Esse é mais um exemplo cauda longa.

A questão que fica é até quando esse modelos será viável. Pagar apenas uma vez e usar para sempre?

Há alternativas? Lançar um novo app, e assim cobrar. O que é muito mal visto. Bolar algum esquema de In-app purchases com alguma funcionalidade extra ou assinatura. O Camera+ faz isso. Tem sei lá 50 filtros. Se quiser mais pacotes, paga-se.

Se os updates pagos forem implementados, teria pouca adoção por parte dos usuários.

De alguma forma o app já me atende, por que vou pagar mais por algo que já me atende? Claro que existe um ou outro caso que fure essa proposta. Mas seria um tiro no pé os updates pagos.

Eu só pagaria por apps que uso no meu dia-a-dia, e muito. Acho que fiquei mal-acostumado.

Você é favor de Updates Pagos?

Gustavo Faria

de um tempo em que a UFRJ formava não cientistas da computação, mas bacharéis em informática e acompanhe as Dicas do Coca.
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